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Mostrando postagens de Maio, 2017
Estou jogando a toalha
As vezes eu sinto vontade de tentar, de ser feliz novamente... Chego até a pensar que posso encontrar algo pra seguir em frente
Mas essa sensação sempre passa, e eu lembro que não mereço, que ainda estou vivo apenas por um único motivo
Cada vez mais esse motivo me parece menos importante, mais distante, e é nesses dias, como hoje, e eu tenho a certeza que devo desistir de tudo, amarrar uma corda e terminar tudo, como a única pessoa que me amou de verdade...
Mas não posso, não é? Tenho que continuar fingindo estar tudo bem e terminar essa tarefa auto imposta de cuidar da última pessoa importante pra mim... Isso significa que tenho que continuar todas as outras coisas frustantes que eu comecei nos momentos de esperança? Não, acho que não, e nada do que quem não me conhece de verdade resolva dizer vai me convencer do contrário

Erros

Nesse luto infinito em que vivo
Alma destruída, sem nenhum sentido
Tu trouxe-me sombras e luz
Aos teus olhos, minha cruz
Liguei minh'alma à tua dor
Ignobil, me deixei envolver
Apaixonado por ti está este ser

Tudo o que vi

Eu vi tudo que amei morrer
 alguns pelas minhas próprias mãos
Eu vi tudo que conquistei desaparecer
 não importa se eu queria ou não
Eu vi cada pedaço da minha alma definhar
 desejei a cada dia esquecer
Eu vi todos deixarem de se importar
 sei que fiz por merecer
Eu vi toda a esperança ir embora
 junto com ela também a sorte
Eu vi, finalmente, é chegada a hora
 caminho alegremente para minha morte

Auto retrato e desabafo

Vivi a época dos sonhos e versos belos
Uma época de Desejos e futuro certos
Uma era que o amor eu vivi
E uma vida com você eu construi
Me mudei, recriei
Ao seu lado me encontrei
A felicidade enfim eu conheci
Queria viver sempre junto a ti
...
Você se foi e me deixou na solidão
Ao passado me arrastou essa monção
Esquecidos esses desejos de era uma vez
Não estou preparado pra viuvez...


Fraco... Sim, admito, não consegui criar nada que valesse a pena hoje...
Continuei minha saga, relendo tudo que postei aqui, e cheguei a duas conclusões;
A primeira eh que desisti de concertar os erros de português e tentar melhorar meus poemas... São muitos os que eu mudaria algo, alguns eu complementaria, outros eu apagaria, mas seria uma afronta as minhas lembranças, não escrevi pra ninguém ler, escrevi pra me lembrar do que sofri...
O que me leva a segunda conclusão: eu não mudei nada em todos esses anos... Ou melhor, sem ela eu voltei a ser aquela pessoa que eu tentei esquecer, a versão de mim que eu…