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Estou jogando a toalha As vezes eu sinto vontade de tentar, de ser feliz novamente... Chego até a pensar que posso encontrar algo pra seguir em frente Mas essa sensação sempre passa, e eu lembro que não mereço, que ainda estou vivo apenas por um único motivo Cada vez mais esse motivo me parece menos importante, mais distante, e é nesses dias, como hoje, e eu tenho a certeza que devo desistir de tudo, amarrar uma corda e terminar tudo, como a única pessoa que me amou de verdade... Mas não posso, não é? Tenho que continuar fingindo estar tudo bem e terminar essa tarefa auto imposta de cuidar da última pessoa importante pra mim... Isso significa que tenho que continuar todas as outras coisas frustantes que eu comecei nos momentos de esperança? Não, acho que não, e nada do que quem não me conhece de verdade resolva dizer vai me convencer do contrário

Erros

Nesse luto infinito em que vivo Alma destruída, sem nenhum sentido Tu trouxe-me sombras e luz Aos teus olhos, minha cruz Liguei minh'alma à tua dor Ignobil, me deixei envolver Apaixonado por ti está este ser

Tudo o que vi

Eu vi tudo que amei morrer  alguns pelas minhas próprias mãos Eu vi tudo que conquistei desaparecer  não importa se eu queria ou não Eu vi cada pedaço da minha alma definhar  desejei a cada dia esquecer Eu vi todos deixarem de se importar  sei que fiz por merecer Eu vi toda a esperança ir embora  junto com ela também a sorte Eu vi, finalmente, é chegada a hora  caminho alegremente para minha morte

Auto retrato e desabafo

Vivi a época dos sonhos e versos belos Uma época de Desejos e futuro certos Uma era que o amor eu vivi E uma vida com você eu construi Me mudei, recriei Ao seu lado me encontrei A felicidade enfim eu conheci Queria viver sempre junto a ti ... Você se foi e me deixou na solidão Ao passado me arrastou essa monção Esquecidos esses desejos de era uma vez Não estou preparado pra viuvez... Fraco... Sim, admito, não consegui criar nada que valesse a pena hoje... Continuei minha saga, relendo tudo que postei aqui, e cheguei a duas conclusões; A primeira eh que desisti de concertar os erros de português e tentar melhorar meus poemas... São muitos os que eu mudaria algo, alguns eu complementaria, outros eu apagaria, mas seria uma afronta as minhas lembranças, não escrevi pra ninguém ler, escrevi pra me lembrar do que sofri... O que me leva a segunda conclusão: eu não mudei nada em todos esses anos... Ou melhor, sem ela eu voltei a ser aquela pessoa que eu tentei esquecer, a ver...

The Last Ode

Você não sabe como é perder tudo Ver seu mundo ruindo e ficar mudo Seguir em frente por uma única missão E ver até esse fardo queimar em dor Viver a vida apenas em fração E não querer mais carregar essa desilusão Morrerei com um cinto, enforcado Os dois pés no chão e os joelhos dobrados Um ode ao amor que tanto me machucou Deste mundo de trevas assim me vou Pois no fundo do copo não encontro alegria Nove motivos para essa agonia Pelo doze esperarei para este fim Escuridão , me abrace, enfim

A procura

Busco a luz, mesmo sabendo que sou escuridão Busco a paz, mesmo sabendo que não a mereço Busco a mim, no meio do turbilhão Busco sonhos, mesmo que dantescos Sou pesadelo e dor Solidão e esquecimento Uma alma perdida procurando o que for Perdão ou salvamento Em busca de um fim Ou um novo começo Derramando lágrimas, enfim Neste coração feito de gesso
Foi difícil me encontrar, me entender depois de tudo. Descobrir que eu envelheci mais do que devida, mesmo querendo ficar Não sou mais o que eu era, muito menos quem eu queria ser... Um passo de cada vez, abandonando atrás de mim promessas não cumpridas. Promessas que eu tentei cumprir, promessas que ainda tentarei cumpri... Desculpe meu amor, ainda não estou pronto pra lhe seguir, ainda tenho missões nesta terra dos vivos...  Missões que só poderei completar se lhe trair. Um dia... Talvez um dia... Eu vou lhe seguir, vou lhe encontrar para mudarmos as ordens das coisas, escrever nossas próprias regras, roubar o trono dos Céus e mostrar ao universo a força de nossas almas unidas pelo amor. Mas por enquanto... Tenho um papel pra representar, serei o velho ranzinza e o bêbado preocupado, serei a noite mais escura e o dia mais brilhante, vestirei a máscara mais escrachada para esconder minha dor... Beberei o que a vida me servir, sorrirei querendo for obrigado a sorrir, mas nunc...